18 Abril 2011

Passarinha













Tropecei numa passarinha

e caí de cara no céu

Fiquei tão chocado

que acabei botando um voo

(Quem tem asas

faz cócegas no vento)

Migrei do sozinho

e fomos esquentar invernos

O sol ficava com febre na gente

Acontecemos uma imensidão

de dar tontura em gaiola

(Concha de caramujo

também tem voz de oceano)

O melhor que brincávamos era:

1) Andorinhar verões

2) Colibrir flores

3) Construir casinhas de manoel-de-barros

A gravidade sempre nos dizia:

- Vocês são muito rarefeitos!

Em profundezas bem altas

os curiosos aprendemos que:

Chuva é quando dá um frio

na barriga das nuvens

Suspiro é quando alguém

evapora um sentimento.

7 comentários:

Pedra do Sertão disse...

Muito legal esse blog. Precisa indicar, apenas, o lugar para seguidores. Fica para uma próxima visita. Abraço

Babi disse...

vc construiu uma casa na árvore e evaporou sentimentos pra assentar o amor na terra... =)
beijo!

G.L. disse...

uau... lindo lindo lindo! e lembra tanto o manoel de barros.... parabens poeta!

Antonio Lino disse...

pedra sertaneja, agora tá indicado o caminho pra pegar carona no blog. valeu pelo toque!

babi, poeta.

g.l, pra ficar parecido com o seu manoel, ainda tenho que amadurecer muito minha infância! :)

beijos!

Ulisses Germano disse...

Belo poema povoado de leveza
não me contive e agora escrevo
...
passarinha passarinha
aninhada com o vento
avoando em si sozinha
flutuar é teu sustento
se a leveza te equilibra
vejo então que a tua fibra
é teu próprio firmamento

Ulisses Germano

Antonio Lino disse...

ulisses! estou muito admirado e curioso pela tua poesia. vc tem blog tb? abraço!
antonio

Santana Filho disse...

Que bacana, lino!