Não escrevo como hemorragia, por transbordamentos. Não funciono assim. Também nunca experimentei as palavras fazendo fila para vazar em enxurrada pela minha caneta. Nunca. Não sofro assédios da inspiração. O contrário é que acontece: as palavras me evitam. Eu diria até que se escondem. E se escondem muito bem, por sinal, geralmente em lugares fundos, de difícil acesso. Só me resta ir até lá encontrar as palavras: tudo quanto escrevo sai de mim por escavação.
5 comentários:
Ótimo!!
Adorei.
Tenho acompanhado seu blog desde que vi uma entrevista sua a respeito do livro Encaramujado.
Convido-o a conhecer o meu blog http://japroconto.blogspot.com/
Grande abraço!
Acabei de ler seu livro agora e torcia o tempo todo pra ele não acabar. E´daqueles livros que vc tem vontade de dar um para cada pessoa que vc conhece pra eles, assim como vc, se deliciarem com as histórias, os lugares e a poesia. Obrigada! Aguardo ansiosa pelo próximo.
Vivi, Tato e Seu Anônimo!
Muito agradecido pelas visitas e palavras. Sejam sempre muito bem-vind@s! Meus abraços, Lino
é bem isso mesmo. (:
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